Episódio quatro: “Começa uma guerra”

Em uma das muitas viaturas que foram enviadas até Vale Alberione,  Inácio e Melissa, os pais de Richard Steward, faziam o caminho contrário. Retornando à Aurora, sentiram o carro parar com certa suavidade em um lugar fechado que jamais haviam visto nos jornais ou imagens televisionadas do palácio real. Por isso mesmo, não sabiam onde precisamente estavam, apenas que estavam no palácio real, e isso era muito.

Quase uma hora antes, haviam sido informados por um militar de aparência importante, que seriam levados até a capital para a segurança deles próprios. Sem qualquer informação a mais, foi-lhes pedido, com certa gentileza, que tivessem confiança, a única possibilidade restante. 

Já fora do carro, Melissa e Inácio sentiram os primeiros aromas do que parecia ser um hangar ou uma garagem muito grande, em que se misturavam cheiro de combustível queimado a algo que poderia ser o jantar sendo preparado em alguma cozinha não muito distante. Dali, foram conduzidos por homens bem vestidos que abriram portas e caminharam a sua frente indicando um caminho por corredores não tão largos e bem iluminados como era de se esperar. Repentinamente, após sair de um elevador muito simples, foram encaminhados até uma porta branca também simples, que foi aberta quase imediatamente à sua chegada.

─ Vossa Alteza Real; Inácio e Melissa Steward. ─ uma voz anunciou, com clareza e distinção. Ao anúncio, o casal foi orientado, através de um discreto gesto de mão, a entrar na sala.

Com paredes claras, apenas um ou dois tons mais escuros que a própria porta, o ambiente era decorado com poucos elementos. No cômodo de esquina, entre duas janelas, uma escrivaninha simples era acomodada, enquanto um tapete cobria mais da metade da sala de piso de parquet, delimitando uma área com quatro cadeiras confortáveis ao redor de uma mesinha de centro amadeirada. Contra a parede sem janelas, uma estante escura não muito grande apoiava alguns livros e objetos de decoração. Uma imagem do rei Eduardo cobria o espaço entre as outras duas janelas, que davam para os fundos do prédio, pelas quais era possível ver pedaços do jardim do rei e, relativamente distante, as luzes da cidade que continuava. Apesar do capricho e da qualidade de tudo o que havia ali, o cômodo parecia desproporcional para a atividade a que servia: tratava-se do gabinete do rei que, por algum motivo, naquele momento era ocupado pela mãe dele, a princesa Letícia. Esta última, pondo-se em pé, dirigiu-se ao meio da sala para receber os dois. Seu olhar era firme, embora transmitisse mais segurança que intimidação.

─ Senhor e senhora Steward, sejam bem-vindos ao gabinete de Sua Majestade. ─ ela saudou, estendendo a mão em cumprimento aos dois que, sem grandes surpresas, não seguiram protocolos reais, apenas apertando desconfiadamente a mão da realeza enquanto diziam um tímido “Vossa Alteza” em resposta.

Após serem convidados a ocuparem seus lugares nas cadeiras confortáveis, Letícia também sentou-se, de frente para eles, no outro lado da mesinha de centro e prosseguiu, em tom de explicação.

─ Este é o gabinete privado de Sua Majestade, onde o rei trabalha a maior parte do tempo. ─ diante do silêncio sério do casal, Letícia forçou um sorriso embaraçado antes de continuar. ─ Eu pedi que vocês viessem até aqui porque eu preferi um ambiente menos opulento para a nossa conversa sobre o seu filho, o Richard.

Embora Letícia, ou, mesmo Inácio ou Melissa tenham presumido alguma reação quando Richard fosse colocado em pauta, o marasmo jamais passou pelas suas mentes como uma possibilidade. Os pais do garoto simplesmente não tiveram reação visível às palavras de Letícia, que se esforçou para continuar, cada vez mais constrangida e nervosa, embora também ela não demonstrasse. Com um olhar sem grandes informações para os Steward, ela olhou para um homem discreto que quase passou despercebido pelos visitantes. Em resposta, ele inclinou a cabeça num gesto rápido e, agilmente, saiu da sala, fechando a porta e deixando os três a sós. 

─ Eu não gosto de colocar panos quentes sobre as situações. ─ Letícia prosseguiu, assumindo um aspecto sério e profundo. ─ Eu gostaria de ouvir de vocês o que já sabem sobre o seu filho.

À pergunta, Melissa e Inácio se entreolharam surpresos e desconfiados. Melissa, tomando iniciativa, começou a falar.

─ Não muito. ─ sua voz, inicialmente falha, soou firme. Em seguida a um pigarro, continuou ─ Ele saiu de casa, na noite da cantata e, desde então, tudo o que envolve o nosso filho é um completo mistério.

Por um breve momento, os três se encararam, guardando um silêncio avaliativo, até que Letícia retomasse a conversa.

─ Depois de nossa conversa, vocês terão de sair daqui como se jamais tivéssemos nos encontrado. Foi por esse motivo que vocês entraram no palácio pela garagem. Infelizmente, sem pedir, vocês entraram numa história muito perigosa.

Pela primeira vez, o gabinete, que já estava tenso, tornou-se um lapso no tempo. Letícia indicava ter-se despido de rodeios e encarava os dois com uma impressionante franqueza que, pela primeira vez, assustou-os. Mesmo assim, ela continuou.

─ Antes de falar qualquer coisa além do que eu já disse, eu preciso saber se vocês se comprometem a manter silêncio e seguir com um protocolo de segurança bastante rigoroso.

─ Por que faríamos isso? ─ Inácio perguntou, entrelaçando os dedos com tanta força que sua mão já tinha se transformado num molde único de cera.

─ Porque o filho de vocês precisa disso. ─ e Letícia suspirou. ─ E porque vocês precisam saber o que aconteceu com ele.

─ Como assim? ─ repentinamente, Melissa se mexeu incomodada em sua cadeira. De repente, sua postura pouco impressionada deixou a desconfiança de lado para assumir o interesse genuíno que a fez suportar os dias até ali. Inácio desfez o laço de suas mãos e, formigante, uma delas deitou-se sobre um antebraço de sua esposa.

─ Como pais, vocês se comprometem, se eu puder ajudá-los a chegar ao filho de vocês? ─ Letícia, pela primeira vez desde o início da conversa, exibiu um sorriso divertido.

─ Sem dúvidas… ─ os Steward responderam, embora cheios de dúvidas, migrando o olhar entre si e a princesa.

─ Vocês terão de viajar para não muito longe daqui para encontrar o filho e vocês. ─ Letícia informou, aumentando o tom de voz e empertigando-se em sua cadeira. ─ Ele está fisicamente bem, recuperando-se do atentado em Vale Alberione…

─ Como assim você sabe disso…? ─ Melissa respirou nervosa, deixando um arrepio percorrer seu corpo nervosamente. ─ Você…

─ Sim, eu, Melissa. Eu, princesa Letícia, mãe do rei, tenho acompanhado o seu filho desde o atentado contra a vida dele, dias atrás. ─ Letícia respondeu, como se lançasse uma dose de realidade no ar. Em seguida, inclinou-se para contar um segredo ─ E isso é propriamente uma das partes mais importantes que vocês precisam omitir pelo resto da vida de vocês.

─ Como? ─ Melissa subitamente assumiu um ar desafiador. ─ Como? É o que eu quero saber… Como você está envolvida nisso e porque eu devo acreditar em você…?

─ Eu sou uma antiga amiga de algumas pessoas que se aproximaram de vocês mais do que vocês imaginam. ─ Letícia iniciou a resposta, guardando um mistério. ─ Pe. José de Via-Fuore, vocês conhecem?

Subitamente, o choque foi substituído por perplexidade.

─ Não… ─ Inácio não respondia à pergunta de Letícia, mas negava a conclusão à qual ele próprio chegara.

─ Sim, nós estamos do mesmo lado do tabuleiro, Inácio. ─ Letícia respondeu, curtindo o momento de surpresa, enquanto Melissa olhava embriagada de seu marido para a princesa. Inácio, então, apoiou a cabeça em suas mãos, como se rezasse.

─ Mas por que você está nos contando isso, se deveria ser um segredo… deveria ser outro alguém. ─ Inácio ponderou, erguendo uma sobrancelha e olhando diretamente nos olhos de Letícia, ainda apoiado em suas mãos.

─ Porque eu também sou mãe e, no momento, sou viúva. ─ pela primeira vez – e brevemente -, Letícia exibiu um olhar machucado, permitindo mostrar um detalhe de dor em seu rosto. ─ Eu assumi o risco de falar deste assunto entre pais que já passaram o medo de perder seus filhos por culpa de uma revolução que eles não pediram para acontecer.

Em resposta ao olhar indagador dos pais de Richard, a mãe de Eduardo prosseguiu.

─ Quando o meu marido faleceu e tudo aconteceu… ─ então Letícia ajeitou-se em sua cadeira, visivelmente desconfortável. ─ Bem… com meu filho assumindo o papel que assumiu, depois do que aconteceu ao pai e ao tio, o perigo de que ele sofresse um atentado homicida tem sido altíssimo… Desde então, eu sei o que é ter medo real de ver meu filho morr… 

Ela interrompeu a frase, fazendo um gesto impaciente com a mão esquerda. Passado um momento de silêncio, Melissa tomou a palavra.

─ Então, no fim das contas, você sempre esteve consciente do que está acontecendo em Vale Alberione? ─ surpreendentemente, seu tom foi muito mais baixo que antes.

─ Sim. ─ Letícia respondeu, objetivamente, assumindo um um semblante irritado. ─ Na verdade, existe muito o que a cidade de vocês tem pra revelar, e o meu medo é que o mundo descubra isso tudo hoje, numa avalanche só.

Como se tivesse escutado o que Letícia acabara de falar, a prateleira decorativa repentinamente se moveu, fazendo Melissa e Inácio saltarem em suas cadeiras. Arrastando-se para o lado, a prateleira revelou-se uma porta que dava para um corredor muito estreito, embora do qual os Steward não puderam absorver muitas informações pois, assim como abriu, havendo passado dois homens de uniforme militar, a porta se fechou, rapidamente.


Enquanto uma nuvem de sangue preenchia o ar e o amante caía selando seu destino, Leonardo confirmou uma operação simples em seu smartphone e um militar escondido, assim como previsto pelo conde, disparou contra ele, alvejando-o no ombro.

O som do disparo foi assustadoramente insignificante comparado ao da explosão que Leonardo provocou. 

Por um momento, tudo tremeu. Enquanto dois homens correram na direção de Leonardo que caiu no chão do túnel; os sons de inúmeras explosões confundiam-se com o do cimento e das estruturas rompendo-se sob o peso da água. Em instantes, a própria sala onde os militares estavam foi repentinamente iluminada quando uma parte considerável desabou e foi levada por fortes correntes de água que seguiam furiosas poucos metros abaixo.

Braços fortes agarram Leonardo sem qualquer sinal de piedade, enquanto o corpo de Pedro havia sido coberto por poeira e por outra pessoa que havia despencado por cima dele. Rapidamente, este e os demais soldados caídos puseram-se em pé, correndo para o corredor seguro por onde os amantes surgiram. Em instantes, eram plateia de uma desgraça descomunal.

─ Soldado Corso! ─ sem tempo a perder, o capitão chamou um dos homens, enquanto dirigia-se, cambaleando, ao prisioneiro. ─ Verifique se houve baixas ou feridos e encaminhe o pessoal necessário para a base em Aurora…

─ Sim senhor, capitão! ─ o rapaz, com rosto coberto por poeira e olhos arregalados avermelhando rapidamente respondeu, prontamente, dando as costas para o capitão.

─ Vocês dois! Carreguem o conde daqui. ─ disse o capitão, indicando o caminho da saída. ─ E vocês três, acompanhem.

Um Leonardo tonto, porém risonho, foi içado por dois homens um pouco menores do que ele, embora visivelmente fortes, fazendo-o perder o riso no instante em que o puxão abrasou o ferimento a bala. 

─ Vamos! ─ por fim, o capitão se dirigiu aos outros três restantes e apontou para o corpo de Pedro. ─ Me ajudem a tirar esse aqui.

Com certo esforço, os quatro carregaram o corpo seguindo Leonardo e sua guarda pessoal. Enquanto isso, Corso chegou para fazer o relato.

─ Senhor. Dois soldados podem ter sido levados e um está ferido, sem gravidade.

─ Quem está ferido? ─ o capitão perguntou, ofegante.

─ A soldado Mendonça, senhor. ─ Corso respondeu prontamente.

─ Se inclua nessa. ─ o capitão ordenou, fazendo um gesto com a cabeça. ─ Tuas costas estão sangrando.

E assim, finalmente chegaram ao fim do corredor, já aberto pela chave eletrônica de Leonardo. Enquanto Corso indicava por rádio a sua localização, o capitão saiu de perto do grupo, caminhou por alguns metros até chegar à beira de um grande penhasco em tempo de ver uma recém criada cachoeira emoldurada por destroços de concreto e ferro retorcido.

Menos de dez quilômetros abaixo, as sirenes continuavam a soar freneticamente. Desta vez, no entanto, para confirmar a desgraça ocorrida. O ar que antes era carregado de angústia, foi preenchido pela perplexidade diante do indescritível som das explosões e da onda que se aproximava.

Ao contrário do imaginado pelos próprios cidadãos, no entanto, aquele não foi um momento de desespero, gritaria e cenas chocantes de sua parte. Ao som da onda que se aproximava rapidamente, a expectativa perplexa e agonizante assumiu um aspecto silencioso, como se esperasse por algum sinal de que tudo não passava de um treinamento. 

No entanto, aquilo não aconteceu e deixou de ser uma expectativa quando uma nuvem de poeira foi avistada milésimos de segundos antes de a própria onda despontar por detrás das árvores, carregando algumas delas, uma grande massa escura, pouco nítida à luz do ocaso. De repente, as luzes que haviam começado a iluminar a cidade se apagaram e apenas alguns dos alto-falantes persistiam no anúncio.

A uma velocidade absurda, numa questão de segundos, metade da cidade de Vale Alberione estava submersa, sendo levada por uma onda gigantesca vale abaixo, atingida por um muro de água quase tão sólido como um meteoro. O chiado da correnteza se transformou, soando como um gigantesco triturador em potência máxima. Casas foram destruídas num piscar de olhos, carros simplesmente sumiram debaixo da água, porém, graças ao aviso, seria muito difícil algum ser humano constar entre as baixas.

Infelizmente, essa não era a sensação de uma família específica. Alberto, Beatriz e Analice Brothwell se amontoavam em um dos cantos da plataforma em que se abrigaram. Dali, puderam ver sua casa, uma vez situada no centro histórico do município, ser varrida. Contudo, embora a casa fosse importante, o que os preocupava era o fato de Sara e Matias não estarem com eles. Até mesmo Analice, sempre cheia de ciúmes dos dois, sentia uma angústia apertar seu peito contra a barra de metal onde se apoiava para espiar o desastre, sem sequer cogitar as ruínas do velho casarão como esconderijo para seus irmãos, tampouco imaginar de quem eles fugiam.

Ouvindo aproximar-se a onda mortal, Sara e Matias entraram, uma vez mais, em estado de choque. A mesma paralisia que os congelara dias antes, diante de um Richard moribundo, errigescia suas pernas novamente. Um estrondo particularmente indiscreto fez com que Sara se mexesse. Agarrando o braço de seu irmão, praticamente arrastou-o para fora do prédio. Entre tropeços e incontroláveis exclamações assustadas, os dois dispararam pelo caminho contrário ao feito na noite em que Leonardo de Mattos tentou assassinar Richard.

Ao longe, no outro lado do vale, eram visíveis as fortes luzes das plataformas, enquanto o triturar da onda aproximava-se cada vez mais dos irmãos. A velocidade com que os dois corriam, somada ao vento contrário, deixava-os surdos a qualquer outro som que não fosse o da onda, sempre mais próxima de alcançar-lhes os calcanhares. 

De repente, Sara olhou para trás. Vendo a onda assim tão mais perto, arrastando tanto consigo e apagando as luzes da cidade, a massa iluminada apenas pelas luzes dos abrigos e pela réstia vinda do sol poente, Sara sentiu seus pulmões esvaziarem-se num só movimento. Sua cabeça girou; o que antes era céu se tornou chão e um gosto de terra espalhou-se pela sua boca.

Matias agarrou o braço da irmã caída, tentando arrastá-la consigo. Já haviam subido alguns metros pela encosta, mas jamais longe o suficiente da onda. Os reflexos da luz do sol naquele paredão aquoso aproximavam-se, parecia, ainda mais rapidamente, golpeando o casarão quase que em sua altura e, depois de mais um puxão no braço de sua irmã, Matias sentiu o chão tremer com força. Subitamente, as forças do rapaz o abandonaram, hipnotizado diante daquele mar revolto. Enormes pedaços de madeira surgiram como garras saídas da água, que tomou os dois violentamente, separando-os a poucos metros do que teria sido uma margem segura.


─ Tenente brigadeiro! ─ Letícia se virou para o homem, também surpresa pela intromissão.

Com expressão grave no rosto, sem se dirigir aos convidados, o tenente brigadeiro Almeida disse um rápido “Sua Alteza Real” e inclinou-se agilmente ao ouvido da princesa.

─ Leonardo assassinou o prefeito e rompeu a represa. ─ Almeida informou tão baixo que somente Letícia pôde ouvir. ─ Vale Alberione está embaixo d’água. Precisamos da senhora e os Steward devem ser encaminhados imediatamente para o abrigo.

─ Faça isso. ─ Letícia falou, em tom de ordem, um pouco mais alto que o de Almeida, o suficiente para que os Steward, assustados, pudessem ouvir.

─ Sim senhora ─ respondeu o tenente brigadeiro, dando sinal positivo ao militar que o acompanhava. Antes que este pudesse dizer alguma palavra, no entando, Letícia pôs-se em pé e falou aos Steward.

─ Eu realmente gostaria que tivéssemos tempo para poder colocar tudo às claras da maneira mais apropriada, mas, infelizmente, algumas situações nos precedem. ─ ela suspirou, dizendo tudo num único fôlego. ─ Peço que mantenham segredo sobre o que nós conversamos e sobre o que vocês viverão daqui para frente. Mas, agora, vocês precisam acompanhar o… Ah…

─ Coronel Machado, Sua Alteza. ─ respondeu outro uniformizado, já indicando a saída aos Steward. ─ Por favor, me acompanhem.

─ Espero que possamos nos ver logo. ─ por fim, encerrou a princesa, estendendo a mão para o casal.

Rapidamente, sem muitas palavras mais, os confusos Steward foram guiados gabinete afora. Em poucos minutos, pousariam um helicóptero na propriedade rural onde Richard Steward se encontrava e, pelo caminho, com um novo aperto no coração, veriam um estranho rasgo aberto na terra.


Imagem de destaque: Stormseeker no Unsplash.

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